A Casa da Criança e do Adolescente Pe. Marcello Quilici, em Castro, referência no atendimento socioeducativo de crianças e jovens no município, promoveu uma roda de conversa especial do projeto “Estação Feminina”, voltada a adolescentes entre 12 e 17 anos atendidas pela instituição.

Atualmente, a Casa atende cerca de 220 crianças e adolescentes, além de 80 jovens aprendizes e 39 alunos do Curso Qualificavanis, preparatório para o programa Jovem Aprendiz, consolidando-se como um importante espaço de formação, proteção e desenvolvimento social no município.
O trabalho é conduzido sob a direção executiva do Padre Franco Allen Somensi, diretor, que destaca a importância de ações educativas e preventivas para fortalecer vínculos, ampliar oportunidades e preparar os jovens para um futuro mais seguro e digno.

A iniciativa da roda de conversa foi idealizada pela assistente social, Luciana Camargo, responsável pela organização do encontro e pelo convite à Polícia Militar para integrar a ação.

Representando a corporação, participaram a Cabo Agnes e a soldado Edina Stresser, que conduziram o diálogo com sensibilidade, linguagem acessível e abordagem humanizada, aproximando as adolescentes da instituição policial sob uma perspectiva preventiva e educativa.
Além da equipe técnica da Casa, incluindo assistente social, reforçando o cuidado integral oferecido às jovens atendidas.



Durante a roda de conversa, foram abordados temas fundamentais nesta fase da vida, como sexualidade, abuso sexual, violência doméstica, gravidez na adolescência, autoestima e empoderamento feminino assuntos tratados com responsabilidade, respeito e sensibilidade.

Mais do que uma palestra, o encontro se transformou em um espaço seguro de diálogo, onde as adolescentes puderam esclarecer dúvidas, compartilhar sentimentos e compreender melhor os riscos e caminhos de proteção disponíveis.




A aproximação afetiva entre as policiais e as jovens. Com gestos de carinho, empatia e atenção, as militares demonstraram que a farda também representa acolhimento, cuidado e proteção.

Em clima de descontração, as adolescentes puderam conhecer de perto equipamentos utilizados no trabalho policial, como o colete balístico, interagir com as profissionais e perceber a Polícia Militar de forma mais próxima e humana.
A ação também apresentou a rede de apoio disponível para vítimas de violência, reforçando que nenhuma menina precisa enfrentar situações difíceis sozinha e que existem canais seguros para buscar ajuda.
Relatos de experiências reais contribuíram para reflexão e identificação, incentivando as participantes a valorizarem a própria vida, reconhecerem situações de risco e buscarem proteção sempre que necessário.

A gravidez na adolescência e seus impactos emocionais, sociais e econômicos também foram discutidos com sensibilidade, destacando a importância da informação e das escolhas conscientes para o futuro.
Conversas como essa são fundamentais na formação das adolescentes, pois oferecem informação segura, orientação e um espaço de escuta qualificada em uma fase marcada por dúvidas, descobertas e vulnerabilidades.

Ao abordar temas sensíveis de forma responsável e acolhedora, a iniciativa contribui para a prevenção da violência, da exploração e da gravidez precoce, além de fortalecer a autoestima e a autonomia das jovens. Mais do que transmitir conhecimento, encontros assim ajudam a construir confiança, consciência de direitos e a capacidade de reconhecer situações de risco, preparando essas meninas para fazer escolhas mais seguras e construir um futuro com mais dignidade e proteção.

Parabéns à iniciativa, que proporcionou um momento de aprendizado, acolhimento e fortalecimento para as adolescentes, abordando temas essenciais para o desenvolvimento pessoal e a proteção das jovens.
A ação evidencia a importância da união entre profissionais, instituições e comunidade na construção de caminhos mais seguros e conscientes para o futuro. Também merece destaque o papel da Polícia Militar, que mostrou seu lado mais humano e preventivo.

Por trás da farda existem mães, pais e cidadãos comprometidos com a proteção das crianças e dos jovens. Ao se aproximarem com empatia, carinho e responsabilidade, as policiais demonstraram que a missão de servir vai além da atuação ostensiva, sendo também orientar, acolher e inspirar novas gerações.
A ação deixa como legado não apenas a informação transmitida, mas também o sentimento de acolhimento, proteção e esperança plantado no coração de cada adolescente presente. Iniciativas como essa mostram que, quando diferentes setores da sociedade se unem em prol da juventude, é possível transformar realidades e abrir caminhos mais seguros para o futuro.

O encontro reforça que orientar, ouvir e apoiar são atitudes capazes de prevenir situações de risco e fortalecer as crianças e adolescentes, para que cresçam conscientes de seu valor, de seus direitos e de seu potencial para construir uma vida digna e protegida.