Enquanto boa parte da população viu na iniciativa um gesto de coragem e eficiência do governo, outras vozes, especialmente de ativistas de direitos humanos, resolveram transformar o que é ação em polêmica.

O governo estadual, por meio da Secretaria de Segurança Pública e do programa Mãos Amigas, colocou detentos do regime semiaberto para auxiliar na recuperação de escolas, creches e da APAE local, instituições que ficaram em ruínas após o desastre natural. Sob supervisão da Polícia Penal, os presos vêm contribuindo de forma organizada, dentro da legalidade e com acompanhamento técnico.
A polêmica fabricada
Mas é claro, sempre aparece quem prefira o discurso à prática. Entre notas e publicações de “especialistas” em direitos humanos, surgiram críticas de que o trabalho dos presos seria “exploração”, “exposição indevida” e até “violação de princípios”. Curioso é que, quando o país precisa de mão de obra e as cidades clamam por ajuda, parece haver quem prefira que os detentos fiquem ociosos nas celas, porque afinal, é mais bonito defender do que reconstruir.

Enquanto isso, nas ruas de Rio Bonito, quem perdeu casa e escola vê nesses homens uma força a mais pra recomeçar. São pessoas pagando pelo que fizeram, sim, mas também devolvendo em forma de trabalho parte do que devem à sociedade. Não é punição extra é responsabilidade social, e deveria ser vista como tal.
Entre o discurso e a ação
Desde que o tornado devastou o município, deixando destruição por todos os lados, o governo precisou agir rápido. Mobilizou Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Exército, voluntários e, sim, presos.

O que deveria ser motivo de reconhecimento acabou virando combustível para o debate raso nas redes sociais. Tem quem escreva textão, quem critique sem ir ao local, quem nunca carregou um balde de entulho, mas se sente à vontade pra “defender os direitos” de quem está ajudando.
De fora, é fácil falar. Mas dentro da cidade, o cenário é outro: cada par de mãos faz diferença. E a população que viu a tragédia de perto agradece o esforço.